terça-feira, 24 de maio de 2016

O reino das formigas






O reino das formigas

Havia um reino de formigas chamado Formigacao, pois nele todos eram ensinados a trabalhar por obrigação.
Nele vivia um rei ditador que amedrontada todo o povo. Ele os forçava a trabalhar como escravos com a ameaça do desobediente ser atirado à cova do tamanduá. 
Um dia uma jovem formiga muito bondosa de nome Duana que havia trabalhado o dia inteiro parou para ajudar uma companheira que também estava muito cansada. Mas o calor do dia e a exaustão fizeram Duana desmaiar.  
Logo, o exército do rei a encontrou esparramada numa folha de carvalho  e levou- a à presença do rei.
-Esta escrava foi vista em ociosidade, portanto, descumprindo as tuas ordens, oh, poderoso rei!- Disse o general.
-Hoje mesmo terá um julgamento perante o povo e veremos o que a acontecerá- respondeu o ditador.
A formiguinha começou a suar frio. Estava com muito medo de seu destino.
E no julgamento, depois da votação dos súditos do rei, que foram em maior parte a favor da cova chegou a vez do povo, que ressoou em uníssono:
-Tamanduá, tamanduá!
Estava decidido. A pobre formiga não veria o sol nascer no dia seguinte. Sua cabeça seria a próxima refeição de seu pior inimigo.
Então, no momento em que a formiguinha Duana foi atirada à cova, ela fechou os olhos. Seria para ela imprudente ver um final tão doloroso. Achou melhor ater-se a apenas senti-lo, já que isso seria inevitável mesmo.
E com os olhos cerrados, manteve-se quieta, esperando a passagem para o outro mundo. Passou-se o que pareceu um, dois, dez minutos em seu cálculo mental e nada, absolutamente nada aconteceu.
Foi então que abriu os olhos. Um tamanduá gigante a espreitava com os olhos bem abertos.
-Espere- disse ela ao mamífero- Você não vai me matar?
-Shh, vc não quer que escutem isso, né? respondeu o tamanduá.-
Dito isto, o gigante a tomou em sua pata e a levou para um grande buraco que havia cavado. E desceu com ela por ele. Até que chegaram a uma passagem secreta que dava para um lugar onde haviam muitas formigas.
E a formiguinha Duana ficou muito feliz de ainda estar viva e também quando descobriu que aquela era a habitação de todos os que haviam sido lançados à cova.
Soube ainda que o tamanduá era amigo das formigas e se alimentava de plantas silvestres da floresta, nesse lugar de refúgio.
Mas a jovem formiga desejou que todos os escravos de Formitenas também tivessem liberdade. Por isso, criou um plano para salvá-los.
Voltou disfarçada para sua terra e, escondida das vistas do rei, fez com que todo o povo soubesse o que estava acontecendo.
No dia seguinte, houve uma grande rebelião em todo o reino. Nenhum dos do povo queria trabalhar e todos foram atirados na cova do tamanduá. 
Assim, todos os escravos foram libertados. O rei, que ficou rei sem quem pudesse dominar, teve que aprender a trabalhar junto com os seus poucos suditos que sobraram.
E a formiga Duana foi coroada rainha de um novo reino, composto por milhares de formiguinhas livres e felizes.
Agora todos travalhavam por amor e cooperação e não por obrigação, como o reino das formigas foi destinado a ser. E o reino foi chamado de formidade, pois era onde as formigas encontraram sua liberdade. 













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