Casulo de vespas
Um grupo de adolescentes de um orfanato caminhava por uma avenida amplamente arborizada.
Porém, uma das garotas, Melina era a mais lenta e não conseguia acompanhá-los por ter suas pernas debilitadas devido a uma doença de infância que paralisava gradativamente os músculos e para a qual não foi encontrada cura.
A uma certa distância , todos perceberam que Melina ficara para trás, mas não quiseram parar para esperá-la.
Um deles, o mais travesso chamou a atenção deles:
-Olhem só aquele casulo de vespas.
Dito isto o garoto tomou uma pedra e a lançou diretamente na copa do casulo.
Todos correram em disparada por todos os lados dando gargalhadas ao verem que Melina se aproximava.
Mas ela, inocentemente não sabia o que a aguardava, pois embora tivesse visto a algazarra, a distância em que estava não permitiu-a ver a razão.
E quando aproximou-se, um quartel das mais assustadoras vespas veio em sua direção e sem que ela pudesse recuar, infiltrou-se em suas costas iniciando o ataque.
Estava sendo uma luta em desigualdade numérica e aqueles jovens não correram em sua defesa.
Mas uma mulher manca de nome Gilda que passava do outro lado da rua compadeceu-se levando-a para sua própria casa enquanto tirava as vespas e ligou para o hospital.
Prestado o socorro devido, Melina retornou ao orfanato.
Passaram-se dias, semanas e dois meses e a garota percebeu que seu problema na perna não existia mais.
Voltou ao hospital que a atendeu e sugeriu que as vespas poderiam tê-la curado. Nenhum deles deu-a atenção, exceto um, que era também um pesquisador muito curioso. Então, tomou uma das vespas para analisa-lá e fez a descoberta:Seu veneno, na dose certa era capaz de agir como tratamento definitivo para várias doenças que paralisavam os músculos. Porém, em excesso era capaz de levar a óbito em minutos. A garota estava certa. Por isso o médico decidiu registrar o novo remédio e dividir com ela a patente.
Quando o médico perguntou-a que nome deveria dar a descoberta, ela respondeu:"Gilda, pois ela salvou-me na hora certa."
Com a venda avultosa do remédio, Melina e o doutor ficaram muito ricos e famosos.
Certo dia, numa comitiva de imprensa, uma mulher aproximando-se parabenizou-a pelo feito. Ela reconheceu-a como a Gilda que a salvou.
A menina então abraçou-a e agradeceu. Disse ainda que dividiria toda a sua fortuna com ela. Mas a mulher recusou-se pedindo que ela compartilhasse o que tinha com os pobres.
Desde então Melina tornou-se uma grande benfeitoria em todo o país e mundo, criando instituições de auxílio humanitário
Quinze anos depois ela recebeu o prêmio Nobel em favor dos necessitados e o ofereceu a sua melhor amiga, Gilda.
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